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I Consenso Sobre Manuseio Terapêutico da Insuficiência Cardíaca - SOCERJ
17. Tratamento Cirúrgico
INTRODUÇÃO:
Quando adequada, a abordagem cirúrgica pode ser fonte de significativo
alívio de sintomas e aumento de sobrevida de pacientes com ICC.
POPULAÇÃO ALVO:
São candidatos ao tratamento cirúrgico os pacientes com ICC portadores de:
a. Valvopatia Aórtica.
b. Valvopatia Mitral.
c. Coronariopatia.
d. Cardiomiopatia.
e. Cardiopatia Congênita.
OPÇÕES CIRÚRGICAS:
a. Troca Valvar Aórtica.
b. Cirurgia Valvar Mitral.
c. Revascularização Miocárdica.
d. Transplante Cardíaco.
e. Cardiomioplastia.
f. Ventriculectomia Parcial.
e. Circulação Mecânica Assistida.
TROCA VALVAR AÓRTICA:
ESTENOSE AÓRTICA:
Em linhas gerais nenhum paciente com estenose aórtica grave deve ser
considerado inoperável devido à gravidade dos sintomas, idade ou disfunção
ventricular.
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Mortalidade Cirúrgica: 5% a 15%
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Sobrevida em 10 anos: 80%
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Area Aortica menor que 0,8 cm
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Valvoplastia com balão: Ponte para a cirurgia
INSUFICIÊNCIA AÓRTICA:
A baixa fração de ejeção, associada à insuficiência aórtica, transforma os
resultados cirúrgicos imediatos e tardios ® piores quando comparados à
estenose aórtica.
a. Diâmetro sistólico final > 55 mm (ECO).
b. Índice de volume sistólico final > 90 ml/m2 (Cintilografia).
c. Classe funcional IV (NYHA).
d. Disfunção ventricular superior a 18 meses.
CIRURGIA VALVAR MITRAL:
Grave insuficiência mitral com fração de ejeção < 40% e índice de volume
sistólico final > 90 ml/m2 tem maior mortalidade cirúrgica imediata e tardia.
Avanço técnico ® reparo valvar mitral.
Insuficiência mitral primária C insuficiência mitral secundária a IVE.
Troca valvar mitral parece melhorar o resultado da ventriculectomia parcial.
REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA:
A sobrevida provável em 2 anos dos pacientes com grave cardiopatia isquêmica,
tratados clinicamente, é de apenas 30%.
Experiência da Yale University ® 135 pacientes com fração de ejeção < 30%:
Metas desejadas:
a. Colocar pontes em vasos que iriguem grandes territórios musculares.
b. Usar a artéria mamária interna esquerda para a descendente anterior.
c. Evitar Reoperações .
e. Empregar o B. I. A. de forma liberal .
f. Realizar estudo eletrofisiológico ( AICD em 24% dos pacientes).
g. Evitar operar pacientes com H. A. P e I. V. D.
*í g) Resguardar o miocárdio sob risco e recuperar o hibernado.
*í h) Melhorar a angina , a função ventricular e a qualidade de vida.
Indicações aceitas:
Na presença de condição clinica aceitável para o risco cirúrgico, em
pacientes com viabilidade miocárdica comprovada pôr estudo cintigráfico, ou
ecocardiograma com stress pôr dobutamina. Onde a área a ser revascularizada
seja de importância sobre a evolução clinica ou prognostica da Insuficiência
Cardíaca
TRANSPLANTE CARDÍACO:
Experiência da Stanford University ® 496 pacientes:
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Mortalidade Hospitalar = 8%
-
Sobrevida em 1 ano = 82%
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Sobrevida em 5 anos = 61%
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Sobrevida em 10 anos = 41%
Transplante Cardiopulmonar (STANFORD):
Indicações aceitas:
Está indicado para pacientes com ICC terminal em classes funcionais III ou
IV da NYHA, que não possam ser submetidos a outro procedimento cirúrgico .
Contraindicações:
Disfunção hepática ou renal irreversíveis.
CARDIOMIOPLASTIA:
Indicações aceitas:
VENTRICULECTOMIA PARCIAL:
Tem como objetivo reduzir o diâmetro do VE, modificar a forma e a geometria
do VE , melhorar as funções sistólica e diastólica e corrigir a
insuficiência mitral .
Os resultados obtidos em pacientes em classe funcional IV, tem demonstrado
uma mortalidade intrahospitalar de até 15%, e ao fim de 1 ano de até 45%.
Recentemente a Cleveland Clinic, demonstrou uma mortalidade de 0%
intrahospitalar e de 13% ao fim de 1 ano, e de 30% ao fim de 2 anos.
Parece a principio que os pacientes com maior beneficio seriam os portadores
de Cardiomiopatia dilatada Idiopática, em que a correção associada da
Insuficiência Mitral por Anuloplastia e a retiratada média de 90-100g teriam
influencia positiva nos resultados.
A um risco maior nos pacientes portadores de Doença Coronária de morte
súbita pôr arritmia ventricular.
Indicação aceita:
É uma cirurgia em fase de avaliação, podendo ser indicada nos pacientes com
Insuficiência Cardica refratária a terapêutica medicamentosa,que não possam
ser submetidos ao Transplante Cardíaco
CIRCULAÇÃO MECÂNICA ASSISTIDA:
a. Dispositivo em série: Balão Intra-Aórtico.
b. Dispositivos em paralelo: Bio-Bomba e Hemo-Bomba.
c. Ventrículo Esquerdo Artificial: Thoratec, Novacor, Heartmate.
Indicação aceita:
Ponte para transplante cardiaco.
REFERÊNCIAS:
-
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-
Textbook of Cardiovascular Medicine. 1998
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Caraballo, BA, Ballard WL. , Gazer, PC ( eds): Cardiology Pearls, p
142 - Philadelphia Hanley & Belfus, 1998.
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Bolling, SF, Deeb, GM, Brusting, LA et al: Early outcome of mitral
valve recontruction in patientes with end- stage cardiomyopathy J.
Thoracic Cardiovasc. Surg. 109:676,1995.
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Luciani , G.B.,Faggian ,G., Razzolini, R et al. Severe ischemic left
ventricular failure. Coronary operation or heart trasnplantation Ann
Thoracic Surg 55:719,1993.
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Moreira, LFP., Stolf NAG.: Dynamic Cardiomyoplasty in Advances in
Cardiac Surgery vol 8 edited by karp, R.B. Mosby 1996.
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Frazier, O H., Long term mechanical circulatory support in Cardiac
Surgery in the Adult edited by Edmunds, Jr. LH. McGraw. Hill New York
1997 pag 1477
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