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Salvador recebe a campanha Coração na Batida Certa
12/11/2014
A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), com o apoio da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Seção Bahia (SBC-BA), realizou a 8ª edição de sua campanha nacional CORAÇÃO NA BATIDA CERTA, em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, no dia 12 de novembro. A Campanha, anual, tem como objetivo conscientizar a população leiga e multiprofissional a respeito das medidas preventivas, diagnóstico e tratamentos das arritmias cardíacas. “As doenças cardiológicas são as que mais matam no mundo, superando casos de câncer e acidentes de trânsito. E, dentre elas, as arritmias cardíacas, que causam morte súbita em mais de 300 mil brasileiros todos os anos”, explica o cardiologista Dr. Luiz Pereira de Magalhães, Presidente da SOBRAC.
Em Salvador a ação aconteceu das 9h às 13h, no CDRC – Centro de Referência de Doenças Cardiovasculares Adriano Pondé e no Largo das Baianas, em Amaralina. A população contou com palestras, apresentação de vídeos educativos, medição de pulso, de pressão arterial, cálculo do índice de massa corpórea, orientação nutricional e com fisioterapeuta.
Este ano, o alvo principal da Campanha – mas não só – será a Fibrilação Atrial, um dos subtipos de arritmia cardíaca mais prevalente na população mundial. Caracterizada pelo ritmo de batimento rápido e irregular dos átrios do coração, a Fibrilação Atrial tem incidência de 2,5% da população mundial, o equivalente a 175 milhões de pessoas.
A principal (e pior) consequência da Fibrilação Atrial é o aumento do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. Essa arritmia cardíaca está cada vez mais associada com o avanço da idade, acometendo, sobretudo, a população na faixa dos 75 a 80 anos de idade. A estimativa é que de 5 a 10 % dos brasileiros terão esse tipo de arritmia, que é a segunda maior causa de mortes em tudo mundo. “É importante prevenir, diagnosticar e tratar corretamente a Fibrilação Atrial, uma arritmia cardíaca que leva ao AVC e, como consequência, pode deixar sequelas incapacitantes”, explica o cardiologista Dr. Luiz Magalhães.
A ação mobilizou a imprensa baiana que fez uma ampla cobertura do evento, levando informações importantes para a população através de reportagens, entrevistas e link ao vivo.
Cinthya Brandão DRT/Ba 2397