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SBC-BA entrevista especialistas durante o congresso 2015

28/5/2015


PERGUNTE AO ESPECIALISTA

A morte súbita é um episódio que atinge todas as idades, com quadros diferentes. Diante dessa circunstância, como o cardiologista clínico pode melhorar sua estratificação de morte súbita no cenário atual?

Dr. Ângelo de Paola: “Em primeiro lugar, o clínico precisa ter uma ideia muito clara da literatura que os pacientes com doença estrutural importante têm uma chance muito grande de morrer subitamente. Diante disso, precisa saber que, se esse paciente tem uma função ventricular muito baixa e é coronariano, existe o perfil de um paciente que muito provavelmente se beneficiará de receber desfibrilador implantável, que apesar de ter o custo elevado e de não ter porcentuais altos de disponibilidade, o equipamento reduz significativamente a mortalidade. Em segundo, o clínico precisa ficar atento aos sintomas que representem diretamente taquicardias ventriculares, tais como: fenômenos sincopais, pré sincopais com insuficiência ventricular devem ser supervalorizados. Em terceiro lugar, precisa-se acreditar que existem pacientes não que têm cardiopatia estrutural, têm arritmia ventricular e não são completamente blindados de terem morte súbita. Existem alguns tipos de doenças congênitas, por exemplo, a Síndrome de Brugada que o eletrocardiograma não é característico, mas que a intensidade do fenômeno físico, principalmente em síncopes mal explicadas precisam ser compreendidas. Até muito pouco tempo atrás, arritmias mais clássicas como a de via de saída de ventrículo direito, era sempre tomada como um fenômeno benigno, entretanto alguns relatos da literatura mostram que pacientes com quadros de síncopes de repetição e com morfologia tipo QRS puro em D1, pode ser uma classe de pacientes que acaba evoluindo para fibrilação ventricular”.


No Brasil temos à disposição três diferentes drogas prováveis para a prevenção de trombose em cenário de FA não valvular. Para o profissional que precisa prescrever, como racionalizar essa escolha? Dr. Renato Lopes: “É importante saber que hoje expomos de três drogas novas aprovadas no Brasil e nos Estados Unidos são quatro. Três inibidores de fator 10A e um inibidor de fator 2A. Por um lado isso adiciona complexidade, mas é excelente ao mesmo tempo, já que antes só tínhamos uma opção que eram os inibidores da vitamina K, como a varfarina. O primeiro ponto é saber que as quatro drogas, ou as três aprovadas no Brasil, não são iguais. Elas têm farmacocinética e farmacodinâmica características e diferentes. O fundamental é saber que os três estudos foram positivos, todas as três drogas foram, no mínimo, tão boas e tão seguras quanto à varfarina. Algumas diferenciações em termo de resultados: 1) Uma dose de 150gr de dabigatrana, 2 vezes ao dia foi superior a varfarina; 2) a apixabana 5mg usada 2 vezes ao dia também apresentou melhor resultado que a varfarina. Mas a dabigatrana na dose de 110gr, uma dose mais baixa, 2 vezes ao dia e a apixabana 5mg, 2 vezes ao dia, foram mais seguras no que diz respeito a um sangramento menor. Um achado que foi comum às três drogas (o mais importante de todos pra mim) é que em maior ou menor grau diminuíram, em média 50% do sangramento intracraniano, quando comparado com à varfarina. A mortalidade associada ao sangramento intracraniano é de 50% em 30 dias e é a complicação mais temida que se tem na prática clínica, esse é um grande avanço”.


Cinthya Brandão DRT/Ba 2397 e Laís Nascimento

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